sexta-feira, 6 de junho de 2014

leitura

 

Contemplar a beleza de uma flor poderia despertar nos seres humanos,

ainda que por um breve momento, a beleza que constitui parte essencial

do seu próprio ser mais profundo, sua verdadeira natureza.

O ínicio do reconhecimento

da beleza foi um dos acontecimentos mais significativos na evolução

da consciência da nossa espécie. Os sentimentos de alegria e amor estão

ligados de modo intrínsico a isso.

Sem que percebêssemos inteiramente, as flores tornaram-se

uma expressão em termos de forma daquilo que é mais elevado,

mais sagrado e, em última análise, informe dentro de

nós. Mais efêmeras, mais etéreas e mais delicadas do que as plantas das 

quais se originam, as flores são como mensageiras de outra esfera, uma 

espécie de ponte entre o mundo das formas materiais e o informe. Elas não 

só exalam um perfume suave e agradável aos seres

humanos como também emanam a fragrância da esfera espiritual.

 

Dessa maneira, quando estamos atentos e contemplamos uma flor,

uma ave ou um cristal sem nomeá-los mentalmente, eles se transformam 

numa janela para o que não tem forma.

Surge uma abertura interna, ainda que quase imperceptível,

para o domínio espiritual.

 
texto - Eckhart Tolle
imagem - Google.

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